12.4.10

ladrão do próprio tempo.

"É em dias como estes que sinto o mundo quase a parar, como se só tu existisses e fosse a tua respiração a ditar a velocidade a que ele deve rodar. O que eu quero mesmo é que sejas feliz, não sei se sabes, talvez não tenhas tido tempo para perceber que para mim sempre foi e será isso o mais importante, mesmo que a vida te leve para outros caminhos e que sem querer voltes a cruzar-te comigo. Não tivemos tempo para nada, o tempo é um ladrão, mas tu és um ladrão ainda mais esperto, porque roubas tempo ao tempo e foi assim que entraste e saiste da minha vida como um furacão, apesar de todo o amor que sentimos um pelo outro. Já reparaste que este verbo conjugado nesta pessoa é igualzinho no passado e no presente? Mas isso agora não interessa, porque nem tu o queres conjugar em nenhum tempo nem modo, nem eu espero que o faças. Mas custa-me meu pequeno furacão, e o nosso amor, aquele que o tempo, ou a vida, ou o medo, ou a falta de sorte não deixam construir, está guardado para sempre, talvez um dia sirva para alguma coisa, para fazer feliz alguém, como eu já te fiz a ti e tu a mim, num tempo fora de todos os tempos, apesar dos desentendimentos."

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