1.5.10

rumos.

Há momentos que nos fazem crescer, aprender e amadurecer para a confusa vida que temos em frente para viver. Em cada lágrima que derramamos, em cada injustiça que assistimos, em cada ordem que somos obrigados a fazer, em cada amizade que chega ao fim, um novo pilar ergue-se dentro de nós para nos fortalecer.
Cada dia tenho um novo humor, cada minuto que passa é uma incógnita, tanto posso sorrir, como passado um segundo uma lágrima percorrer o meu rosto.
Á noite, os meus sonhos vagueiam na minha mente trazendo desejos e desejos que quero concretizar, e eu nunca me canso de os voltar a relembrar. Neles posso-me esquecer do mundo em que vivemos, dos problemas, dos testes, dos amores não correspondidos, das amizades fracassadas, e de todos os defeitos que enchem a minha personalidade e a minha vida. Neles posso fingir ser uma outra pessoa, mulher ou homem, adulto ou bebé, adolescente ou idoso, careca ou loura; olhos grandes ou pequenos; alta ou anã; feliz ou infeliz; feia ou bonita; gorda ou magra. Posso ser o que quiser que ninguém me julga, posso dizer e fazer o que desejar que ninguém está interessado. Neles posso fugir, posso vaguear pelas estradas do céu estrelado e lá permanecer por toda a eternidade.
  Se fosse viajar, e me dessem uma mala para levar comigo as maiores preciosidades da minha vida, sejam pessoas, objectos, sentimentos e animais; meteria nela os meus pais e os meus amigos, pelo amor e apoio que me dão; meteria a música, porque ao senti-la é como se desaparecesse, como se o meu corpo ficasse imóvel e a minha alma flutuasse no paraíso ouvindo a suave melodia. Conheço muitas coisas que para além da vida que levo me compõem o coração e me dão o amor e a parte da felicidade de que sinto que me falta. Encontro pessoas, histórias, culturas, terras, experiencias, sentimentos que não foram sentidos e escolhas que ainda não foram feitas. E sem dúvida que meteria o amor, porque com ele, todos nós incluindo eu, vivemos num mundo melhor.

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